Fugindo ao comentário político que, desde há muito, nos oferece um frequente panorama de crimes lesa-pátria – corrupção, tráfico de influências, escândalos sociais, financeiros e económicos, ou até mesmo atitudes selváticas que nos fazem corar de vergonha e deste País à Beira-Mar plantado dão tão pálida imagem, cingimo-nos hoje ao tema em título, suscitada que foi ainda recentemente a nossa curiosidade pela citação que nos é conferida no livro “Ílhavo e os Ílhavos – Mensagem e Herança”, de Maria Alberta Prazeres Gomes, assunto bem mais interessante e importante relembrar, do que embrenharmo-nos, ainda mais, nos escândalos que dos portugueses e de seus políticos nos dão, tão repetitivamente, uma péssima imagem…

Desta forma, relembremos, pois, aquele artigo que nos fala de `”Ílhavo, meu lindo amor”, não sem antes agradecermos à autora do livro que nos surpreendeu tão agradavelmente com algumas citações e registos que há anos fomos deixando espelhados nas páginas deste quase centenário Jornal da Terra dos Ílhavos, “O Ilhavense”!…

Então, era assim: «Turisticamente, Ílhavo oferece ao visitante a paisagem inconfundível da Ria, a silhueta característica e airosa dos seus barcos, diferentes de todos os demais, as suas praias de banhos modernizadas e em franco progresso – Costa Nova e Praia da Barra – o panorama curiosíssimo das Gafanhas, planícies infindáveis de areia que um revestimento florestal intenso e uma adubação fornecida pelos lodos e algas da própria Ria foram lentamente transformando em apreciável riqueza agrícola, tudo servido por uma desenvolvida rede de estradas cortando matas e areias e ligando os núcleos onde urna população laboriosa labuta de sol a sol, alegre e feliz na sua mediania» – assim escreveu, em tempos já longínquos, Rocha Madahíl, primeiro director do então Museu Municipal de Ílhavo, curiosamente, instalado aqui mesmo na rua do Jornal e por este fortemente apoiado.

Leia o artigo completo na edição em papel.

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