Barítono ilhavense Ricardo Panela em Entrevista

Os dizeres populares veiculam que ‘há um testo para cada panela’ e o barítono ilhavense, Ricardo Panela, tem tido oportunidade de cantar e interpretar alguns dos melhores (textos) a nível internacional, do Barroco até à Música Contemporânea. O Jornal ‘O Ilhavense’ foi conhecer melhor o intérprete internacional.

0
167

Nasceu em Ílhavo, há quase 35 anos (setembro), “fui uma das últimas crianças a nascer no Hospital de Ílhavo” e vive há oito no Reino Unido. Fez todo o seu percurso escolar até ao décimo segundo ano em Ílhavo, mas desde os 11 que vivia com os pais, em Vagos. Esteve quase a formar-se em Biologia e Geologia na Universidade de Aveiro (UA), mas a música acabou por lhe mudar o caminho:

“Fazer carreira como performer não era algo que me passasse pela cabeça”.

O primeiro contacto com a música surgiu aos 9 anos, quando recebeu dos pais um teclado elétrico e começou a estudar música (piano) na antiga escola Anacrusa, com a professora Cremilde Pinheiro, durante sensivelmente cinco anos, mas que o marcou como profissional, para a vida: “A primeira pessoa com quem estudamos música tem uma importância grande na maneira como a nossa relação com a música vai evoluir. Se for uma pessoa que mostra o melhor do que aquele mundo pode oferecer, dá um incentivo a continuar a estudar, se for uma presença destrutiva pode cortar de razia a relação com a música”.

Com cerca de 13 anos decidiu tentar entrar no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, mas não conseguiu, por isso “cantava no coro da igreja e gostava de cantar também nas festas da escola”.

“Nessa altura surgiram programas de televisão como a ‘Operação Triunfo’ e eu gostava muito de ver o processo e de perceber como eram as aulas de canto e foi a partir daí que comecei a pensar que, se tinha tido aulas de piano também poderia ter aulas de canto”.

A frequentar o Coro de Vagos, integrou um projeto com um grupo de instrumentistas, dirigido pelo professor Paulo Gravato e quando foi preciso ‘alguém’ para cantar a solo o ‘Porto Sentido’, de Rui Veloso, Ricardo não hesitou: “foi muito bom trabalhar com eles, porque foi o primeiro contacto que tive com músicos que faziam performance e foi depois disso (aos 17), que eu decidi candidatar-me ao conservatório, mas em canto, e entrei”.

Durante três anos, fez dois graus por ano, no conservatório, com a professora Juracyara Baptista e ao mesmo tempo que frequentava a licenciatura em Biologia e Geologia, na UA. Quando chegou ‘ao limite’, decidiu mudar de curso, fez os pré-requisitos e conseguiu. Cinco anos depois estava a fazer o seu estágio precisamente no Conservatório de Música de Aveiro sob orientação do professor António Salgado e seguiu para Londres, onde completou um Mestrado em Performance, na Guildhall School of Music & Drama, orientado pela professora Laura Sarti (2010): “tive uma formação mesmo muito boa em performance, com o professor António Salgado, mas também com os professores António Chagas Rosa e Vasco Negreiros. A base que levei para Londres, adquiri na UA”.

Leia o artigo completo na edição em papel.

DEIXE UMA RESPOSTA

Introduza o seu comentário
Introduza o seu nome